Celtas - Cultura e Símbolos

A Alma Celta sugere uma conexão com a beleza, a poesia, o entendimento dos ciclos da vida. A criatividade inspirada, o preenchimento das diferenças que se entrelaçam e se fundem, formando um todo único, desvelando o amável, o construtivo, o essencial nos relacionamentos entre todos os seres que habitam este lindo planeta. Devolvendo para a Mãe Terra, Amor, Cuidado e Respeito que lhe é devido, com grande Gratidão pela oferta da Vida.

 

Na linguagem simbólica, o símbolo é o elemento fundamental de comunicação entre os seres, pois guardam ensinamentos de uma sabedoria universal, que consegue ultrapassar tempo e espaço. Como uma pérola no interior de uma concha. A preciosidade está lá, só entende quem a vê com o coração e o entendimento do espírito.

 

Eles são códigos inteligentemente elaborados, revelando ou ocultando uma verdade. Cada cultura ancestral criou seus símbolos próprios para contar a história do mundo, segundo a sua visão. Eles possuem uma dupla natureza, uma dimensão material (gráfica) e uma dimensão espiritual (significado).


Para os Celtas alguns símbolos são fundamentais, e servem para expressar e guardar, sua filosofia, sua espiritualidade e sua forma de agir.

Trançados

Em todo artefato, vestimenta e decoração Celta, os Trançados se apresentam como característica visual desse povo, significando que todos fazemos parte de uma mesma teia, tudo está ligado, e nossos encontros são laços que se abraçam e repercutem um na vida do outro. Não tem começo nem fim, todos Somos Um, criando desenhos únicos, onde a evolução de todos se dá de forma conjunta. É um símbolo de igualdade das essências e a interconexão de todos os seres.

Triskelion

O número três era considerado sagrado pelos celtas, reforçando o conceito da triplicidade e da cosmologia celta de: Submundo, Mundo Intermediário e Mundo Superior.

O triskelion também é conhecido por triskle ou triskele, tríscele, triskel, threefold ou espiral tripla, e possui dois grandes aspectos principais de simbolismo implícitos em sua representação, que são:

- Simbologia ligada ao constante movimento de ir, representando: a ação, o progresso, a evolução, a criação e os ciclos de crescimento.

- Simbologia ligada às representações da triplicidade: Corpo, Mente e Espírito; Passado, Presente e Futuro; Primavera, Verão e Inverno... Os ciclos de transformação.

Triqueta ou Triquetra

Termo latino que significa "três pontas". É um símbolo sagrado, e tem muitos significados. Eles variam em seus aspectos de espírito, da natureza e do cosmos.

Representa as três faces da Grande Mãe, a energia criadora do universo, cujas três faces são a Virgem, a Mãe e a Anciã. 

Também representa as estações do ano, que antigamente eram divididas em três fases, primavera, verão e inverno. 

A triquetra, em latim triquætra, é similar a um tríscele e pode ser interpretada como uma representação do Infinito nas três dimensões ou a Eternidade. 

Era um símbolo muito comum na civilização Celta devido o seu enorme poder de proteção. Encontrado inscrito em pedras, capacetes e armaduras de guerra, era interpretado como a interconexão e interpenetração dos níveis Físico, Mental e Espiritual. 

O círculo no meio, assim como no pentagrama, representa a perfeição e a precisão. 

Plagiado pelo Cristianismo católico romano, este símbolo passou a representar a trindade cristã, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Os Celtas não tinham uma concepção dualista do mundo. Viam tudo através de tríades, por isso o três é um número perfeito e sagrado.

O Três representava os Reinos existentes: Céu, Terra e Mar ou os 3 Mundos:

- Mundo Celestial: onde as energias cósmicas, o Sol, a Lua e os Ventos se movem, bem como os deuses da criação.

- Mundo Intermediário: onde vivem os seres humanos, os outros seres terrestres e a própria Natureza.

- Submundo ou mundo sutil: Onde o espíritos dos ancestrais e os seres feéricos vivem.

 

A força da Deusa, emanada pela Lua em suas 3 faces: Crescente, Cheia e Minguante, sincronizando com as fases da mulher, em seus ciclos de fertilidade, guardando o mistério da criação em seu ventre, portal onde os humanos se materializam na Terra.

Triskel ou triskelion e seu movimento

Com as mesmas características observadas nas espirais, o movimento do Triskel se dá a partir do centro, podendo ser no sentido horário ou anti-horário.

Girando com uma tripla espiral em suas pontas, no sentido horário: representa o universo em expansão e o crescimento e no sentido anti-horário: a proteção e o recolhimento. Jean Markale - A Grande Epopéia dos Celtas."

Espirais

As espirais celtas encontradas em antigos sítios arqueológicos, também são representações exatas de configurações planetárias visíveis, de estrelas mais brilhantes, de eclipses solares e lunares. Os povos antigos viam o tempo como uma roda, um círculo, sem começo e nem fim. Como um vórtex de energia, as espirais expressam um entendimento do cosmos, da energia vibrante da vida.

Os ciclos que se repetem com um novo olhar, um diferente aprendizado. A jornada infinita da alma até a volta ao Todo.

A Árvore

As árvores por si sós já eram sagradas para os Druidas. Este símbolo representa a transmutação e o regresso ao mesmo ponto, um ciclo interminável e natural de nascimento, crescimento, florescimento, frutificação, morte e renovação.

 

As árvores, além de guardar os mistérios do universo, os celtas as consideravam portais para o mundo dos Deuses. Elas representam o equilíbrio e o elo entre os elementos da natureza. A Yggdrassil para os Nórdicos era uma árvore colossal que sustentava todos os mundos e reinos. Os druidas a cultuavam e por isso que eram chamados de os “Sábios das Árvores”.

 

A palavra Druida significa “Aquele que tem conhecimento do Carvalho”.O carvalho, nesta acepção, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores.

 

A astrologia Celta, tem a representação de árvores sagradas, seus significados e serventia.

 

Através da Radiestesia é possível verificar se uma árvore conduz energia Yin ou Yang. A aveleira, o teixo, a tília, a sorveira, o freixo, o espinheiro-bravo, o pinheiro, a amoreira e a hera são Yin. Essas árvores atraem, conduzem e captam do solo a energia Yin. Muitas vezes a encontramos em antigos lugares santificados.

 

O pinheiro e a sorveira eram venerados pelos antigos Celtas. A amoreira, o espinheiro-ardente e o espinheiro-bravo, arbustos espinhentos sempre serviram de cerca para os lugares sagrados.

 

E o azevinho e a hera crescem de preferência em lugares que necessitam de harmonização.

A “hera” ou “madressilva” é considerada a planta da deusa e é associada a imagens de fecundidade e abundância: um viçoso jardim verdejante onde as borboletas vem brincar.

Druidas e Druidesas

Os Druidas possuíam a função sacerdotal, exercendo também, a função de conselheiros e filósofos. Eram eles os responsáveis pelas cerimônias religiosas, pelos rituais em geral e por todos os julgamentos proferidos entre os clãs. Os Druidas eram considerados grandes intelectuais, detentores de um vasto conhecimento sobre a terra e os astros. Seus conhecimentos iam desde as propriedades curativas das ervas à comunicação com os Deuses. Por essa razão eram sempre consultados pelos reis e chefes das tribos celtas.

 

Os Celtas não só entendiam o papel e importância da mulher, mas compreendiam sua força de divindade. Dessa importância tem-se que algumas tribos celtas adotavam os sobrenomes das mães e não dos pais para seus descendentes, o que lhes dava um caráter matrilinear. 
 

Ser guerreira era tão honrado e nobre quanto ser rainha, druidesa e/ou mãe, sem perder sua feminilidade. 

Quanto às Druidesas, essa expressão foi adotada a partir dos séculos III e IV para definir as mulheres druidas ou sacerdotisas.

 

Segundo a mitologia celta e os relatos romanos, as sacerdotisas estariam ligadas, além das práticas mágicas, à arte da cura, realizando cerimônias de casamentos e de passagem, além de profecias, tal e qual os druidas. Essa maneira de entender e ver a mulher em foco de igualdade nos dá a ideia da hierarquia "horizontal" dos celtas, sem que houvesse um sobrepondo ou subjugando o outro, embora cada um tivesse sua função e participação específica dentro da sociedade.

Mais detalhes sobre esse tipo de Celebração de Casamento,

visite o meu blog https://celebracaocelta.blogspot.com/p/contato.html

Os Celtas amavam e respeitavam todos os seres e os elementos, terra, água, fogo e ar, com os quais tinham total interação.

Acompanhavam os ciclos e as estações, e faziam grandes celebrações para cada momento de mudança da natureza.

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